Pragmática da Comunicação

Código

0103059

Créditos ECTS

6

Objetivos

1. Saber comunicar melhor e mais eficazmente em diferentes contextos.

2. Tomar consciência dos diferentes níveis de significado de um enunciado.

3. Estar ciente do quanto é possível realizar através da linguagem.

4. Entender que a comunicação se faz em grande parte pelo recurso a meios não verbais.

5. Compreender o modo como nas suas diferentes vertentes a comunicação se adaptou às novas tecnologias.

Programa

1. Introdução ao estudo da pragmática: conceitos preliminares.

1.1. Os conceitos de enunciado, contexto (contexto da enunciação, contexto linguístico e contexto epistémico) e significado do falante.

1.2. O significado asserido e o significado não asserido / implicado.

1.3. O significado vericondicional e o significado não vericondicional.

1.4. As intuições semânticas (as relações lógicas) e as intuições pragmáticas.

1.5. A divisão de trabalho entre a semântica e a pragmática.

2. Os princípios pragmáticos.

2.1. O princípio comunicativo.

2.2. O princípio cooperativo (e as máximas conversacionais).

2.3. O princípio de cortesia.

3. As implicaturas.

3.1. A distinção entre dizer e implicar.

3.2. As implicaturas conversacionais e as implicaturas não conversacionais (convencionais).

3.3. As implicaturas particularizadas e as implicaturas generalizadas.

3.4. As implicaturas e as máximas conversacionais.

3.5. As propriedades das implicaturas.

4. As pressuposições.

4.1. A pressuposição e suas características definidoras: o caráter não assertivo; a sobrevivência à negação, à interrogação e à suposição. As famílias de frases ligadas pela pressuposição.

4.2. Os desencadeadores (lexicais e sintáticos) das pressuposições.

4.3. A pressuposição e a implicação lógica.

5. A referência dependente

5.1. A referência - a referência dependente (vs. a referência autónoma).

5.2. A referência dependente do contexto extralinguístico - a dêixis.

5.2.1. Categorias de dêixis: a dêixis pessoal, a dêixis temporal, a dêixis espacial.

5.2.2. As expressões dêicticas.

5.3. A referência dependente do contexto linguístico - a anáfora e a catáfora.

5.3.1. As expressões dependentes: a diversidade de pró-formas (pró-SN, pró-F, pró-SA, pró-SP, pró-SADV)

5.3.2. Os referentes das expressões dependentes: os referentes representados diretamente no contexto linguístico e os referentes representados indiretamente no contexto linguístico.

6. Os atos de fala

6.1. Os atos de fala: a diversidade de atos realizados através da linguagem.

6.2. Os atos componentes de um ato de fala: ato locutório, ilocutório e perlocutório.

6.3. As condições de felicidade de um ato de fala.

6.4. Os atos de fala diretos vs. os atos de fala indiretos.

7. As conexões interproposicionais pragmáticas (não vericondicionais).

7.1. As conexões não vericondicionais vs. as conexões vericondicionais.

7.2. O significado implicado das conexões não vericondicionais: o caso das adversativas, concessivas, condicionais concessivas, conclusivas e explicativas.

Métodos de Ensino

A disciplina tem um total de 60 horas de contacto, 30 das quais são teóricas (T), sendo as restantes 30 teórico-práticas (TP). Em conformidade com o tipo de aulas, uma parte das aulas terá um pendor mais expositivo (com uma descrição teórica dos conteúdos que integram o programa) e a outra parte incluirá, além disso, trabalho prático, privilegiando-se a resolução de exercícios. Aos alunos será também solicitada a apresentação de exemplos adequados ao conteúdo lecionado.

Bibliografia

GREEN, Georgia. M., 1989, Pragmatics and natural language understanding. 2.ª ed., 1996, Hillsdale, NJ: Lawrence Erbaum Associates.

GRUNDY, Peter, 1995, Doing pragmatics. London: Edward Arnold.

HORN, Laurence e Gregory Ward (Eds.), 2004, The handbook of pragmatics. Oxford: Blackwell Publishers.

MEY, Jacob L., 1993, Pragmatics: an introduction. 2.ª ed., 2001, Oxford: Blackwell Publishers.

SMITH, Ronald D., 2002, Strategic planning for public relations. 3.ª ed., 2009, Nova Iorque: Routledge.

Método de Avaliação