Investigação em Psicologia I
Código
0105710Créditos ECTS
6Objetivos
- Caracterizar a natureza, objetivos e limites da investigação psicológica;
- Descrever diferentes métodos de investigação quantitativa, distintos instrumentos de pesquisa e de diagnóstico e processos de recolha, organização e interpretação de dados psicológicos, sabendo tomar decisões investigação com base nesse conhecimento.
- Reconhecer procedimentos de divulgação da investigação, compreendendo a sua utilidade e importância para o saber científico.
- Evidenciar recetividade ao questionamento, assente na discussão e no debate, acerca de aspetos de natureza teórica e metodológica da investigação científica de enfoque quantitativo no domínio da Psicologia.
- Valorizar a indagação, no sentido duma atualização permanente de competências necessárias para a prática da investigação científica no domínio da Psicologia.
Programa
- Componente Teórica:
I. Introdução à investigação em Psicologia: Ciência e conhecimento científico; Ciência psicológica; Evolução histórica.
II. Processo de investigação quantitativa e hipotético-dedutiva: Definição do problema; Variáveis; Hipóteses; Designs de investigação; Amostragem; Instrumentos de recolha de dados; Procedimentos e questões éticas; Dos dados aos resultados.
III. Divulgação da investigação: formatos, audiências e estilos de comunicação. - Componente teórico-prática:
1. Identificação de um problema de investigação;
2. Pesquisa bibliográfica e redação do estado da arte;
3. Definição de objetivos, variáveis e hipóteses;
4. Seleção de design;
5. Seleção/caracterização de instrumentos de recolha de dados;
6. Procedimentos de amostragem, recrutamento de participantes, recolha de dados e questões éticas;
7. Procedimentos de análise de dados;
8. Apresentação e discussão de projetos de investigação.
Métodos de Ensino
A unidade curricular adota uma orientação pedagógica centrada no estudante, no desenvolvimento de competências cognitivas e metodológicas e na promoção de uma aprendizagem ativa e reflexiva, em consonância com a política pedagógica institucional da universidade (Circular n.º 3/2024). Na componente teórica, recorre-se a estratégias expositivas e interativas. O docente apresenta conteúdos de forma estruturada, enquadrando conceitos, modelos e evolução histórica, servindo de guia e referencial para os estudantes. Complementarmente, são distribuídos textos e artigos científicos, lidos previamente ou em aula, que sustentam momentos de discussão coletiva. Estes debates fomentam o pensamento crítico, a confrontação de perspetivas e a consolidação do conhecimento. Utilizam-se ainda suportes visuais (slides, quadros, esquemas) para clarificar conteúdos complexos e organizar o raciocínio, bem como plataformas de pesquisa eletrónica (bases de dados científicas, repositórios institucionais), que familiarizam os estudantes com a procura, seleção e análise de publicações relevantes. Assim, alia-se a transmissão de conhecimento ao treino de literacia académica, incentivando a autonomia e a capacidade crítica.
As aulas teórico-práticas orientam-se pela metodologia de aprendizagem por projeto e promovem o trabalho colaborativo. Desde o início do semestre, os estudantes, organizados em grupos, desenvolvem um projeto de investigação em Psicologia, acompanhando as suas várias etapas: definição do problema, revisão da literatura, formulação de hipóteses, escolha de métodos e instrumentos, planeamento da recolha e análise de dados. O docente acompanha e monitoriza este processo, criando momentos de feedback, partilha e discussão. No final, cada grupo apresenta o projeto em formato de comunicação científica, seguido de debate em plenário. Este percurso permite aos estudantes experienciar o ciclo completo da investigação, integrar teoria e prática e desenvolver competências de comunicação, argumentação e reflexão crítica.
A articulação entre exposição de conteúdos e metodologias de aprendizagem ativa (discussão, trabalho em equipa, projeto) revela uma coerência com o modelo pedagógico institucional, que privilegia participação, pensamento crítico, aprendizagem significativa e desenvolvimento de competências transversais. Esta abordagem assegura progressão gradual (da transmissão de conceitos à sua aplicação prática com apoio docente), integração teoria-prática, desenvolvimento de competências investigativas (definição de problemas, hipóteses, métodos, análise e comunicação de resultados), promoção do questionamento ético e metodológico e treino de literacia científica. Em síntese, as metodologias de ensino propostas alinham-se com o modelo pedagógico da universidade e com os objetivos da unidade curricular, promovendo uma formação sólida e integrada em investigação psicológica.
Bibliografia
- Almeida, L. S. & Freire, T. (2017). Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação (5ª Ed. revista). Psiquilíbrios.
- American Psychological Association. (2019). Publication manual of the American Psychological Association (7th Ed.). APA.
- Fernandes, E. & Almeida, L. (2001). Métodos e técnicas de avaliação: contributos para a prática e investigação psicológicas. CEEP-UM.
- Martins, C. (2011). Manual de análise de dados quantitativos com recurso ao IBM SPSS: Saber decidir, fazer, interpretar, redigir. Psiquilíbrios.
- Ordem dos Psicólogos Portugueses. (2024). Código Deontológico. Diário da República, 2.ª série, N.º 157/2024, Regulamento N.º 898/2024.
Método de Avaliação
- Frequência - 50 %
- Trabalho de investigação - 50 %
